Riscos Adicionais
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Umidade
Os trabalhos com equipamentos energizados devem ser iniciados apenas sob boas condições meteorológicas, não é recomendado trabalho sob chuva, neblina ou ventos fortes.
A umidade do ar quando excessiva diminui a capacidade dele como isolante elétrico, tornando-o um meio propício para a condução de corrente elétrica, o que aumenta o risco de acidentes com eletricidade.
Além disso, equipamentos que utilizam o óleo como isolante; não podem ser abertos em condições de umidade excessiva, pois a umidade do ar em contato com o óleo pode diminuir a capacidade de isolação elétrica do óleo.
Descargas atmosféricas (raios)
Os raios nada mais são do que a passagem de corrente elétrica da nuvem, com maior potencial elétrico, para a terra com menor potencial, essa trajetória é ramificada e aleatória e ocorre em condições específicas de umidade, temperatura e pressão. Quando o primeiro raio percorre o trajeto, o ar se torna ionizado e abre caminho para passagem de ondas que podem atingir até 20.000 ampères, o ar em volta desse trajeto se expande e uma onda de ar quente de até 30.000°C é gerada.
A expansão do ar cria um barulho, que chamamos de trovão. Os elétrons que foram movidos da molécula de ar retornam criando o efeito que conhecemos como relâmpago. Essas descargas atmosféricas podem ocorrer entre nuvem e terra, terra e nuvem ou entre nuvens.
As instalações elétricas devem contar com um sistema de proteção contra descargas atmosféricas, conhecido pela sigla SPD, −, Esse sistema é relativamente de simples entendimento, entretanto, seu projeto envolve muitas variáveis.
Para que o sistema de proteção contra descargas atmosféricas seja eficiente ele deve seguir as orientações da NBR-5419. O conceito de para-raio, que é o princípio de um SPDA, é simples, foi desenvolvido por Benjamin Franklin, no século XVIII e consiste basicamente em atrair o raio e guiá-lo com segurança para a terra. São muitos os modelos de pára-raios.
Os principais componentes de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas são:
terminais aéreos (conhecidos como para-raio, são hastes montadas no ponto mais alto da edificação); condutores de descida (são os cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento); terminais de aterramento (hastes enterradas no solo); condutores de ligação equipotencial ( condutor que interliga todas as partes metálicas da edificação, aterramentos de equipamentos, estruturas, SPDA, para que não exista diferença de potencial entre elas); supressores de surto, varistores, para-raio de linha, centelhados (instalados no ponto de entrada para proteger os equipamentos de sobretensões transitórias.
A proteção que conhecemos hoje para descargas atmosféricas minimiza os danos causados pelos raios, mas de forma nenhuma evita que eles ocorram. Os raios são completamente imprevisíveis, não conseguimos prever onde nem quando eles podem cair, e muito menos os danos que irão causar.
No caso de tempestades com raios, alguns cuidados devem ser tomados como: não ficar próximo a rede elétrica ou a equipamentos elétricos, não permanecer em locais perigosos, como lugares altos, debaixo de árvores ou em áreas descampadas. Não é recomendada a execução de trabalhos com equipamentos energizados, nesta situação.
Quanto a interferência dos raios na rede elétrica, uma grande preocupação é a sobretensão transitória. Essas sobretensões podem ocorrer na rede elétrica, de telecomunicação, TV a cabo, redes de transmissão de dados, antenas parabólicas, etc.
A sobretensão ocorre tanto por descargas diretas, quando o raio atinge diretamente uma rede elétrica ou telefônica ou por descargas indiretas, quando um raio cai a uma distância de até 1 km da rede elétrica e acontece um acoplamento eletromagnético entre a rede elétrica e a energia do raio.
As sobretensões podem provocar: queima de aparelhos e equipamentos, além de danos à rede atingida; reduzir a vida útil dos equipamentos; causar perdas em linhas de produção devido a parada das máquinas.